23/09/2014

PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN - RESENHA

INTRODUÇÃO 

   O filme Precisamos falar sobre Kevin, trata-se da história de uma família onde os personagens mais centrados são Eva e Kevin, onde vivem um drama familiar. Kevin é uma criança grosseira, dissimulada e malcriada, que não tem um bom convívio com a família a não ser com o pai. Desde o nascimento Kevin tem um conflito com a sua mãe, é possível perceber a falta de afinidades entre os dois, além das agressões físicas e psicológicas.


   Eva era uma mulher, muito dedicada ao trabalho, cheia de desejos aventureiros, casou-se, mas que ainda não parecia querer engravidar e parar a vida para cuidar de filhos, mas a gravidez inesperada afetou todos os seus desejos.. Quando engravidou foi notável em uma das cenas a sua rejeição por está gravida, e por crianças.  Ao nascimento foi visível a rejeição da mãe pela criança, enquanto o pai carrega o bebê nos braços. Eva não tinha paciência com o pequeno Kevin que ainda era um recém-nascido, ele não para de chorar por mais que Eva tentasse, mesmo que sendo com pouca vontade. Em uma das cenas Eva para o carrinho de bebê ao lado de uma britadeira, para que o barulho pudesse abafar o choro do recém-nascido, e se sentir aliviada.

   Eva tenta brincar com Kevin jogando a bola para que ele jogue de volta, mas as tentativas são invalidas, pois ele não se move apenas assisti a indignação da mãe ao ver que ele não demonstra nenhum entusiasmo ao brincar com ela, mas uma única vez ele ainda devolve a bola, e isso talvez seja um sinal que ainda era possível uma existência de afeto, dentro da criança. Mesmo depois de uns 5 anos Kevin ainda usava fraldas, e queria que mãe  as trocassem por uma segunda vez, isso a irrita jogando a criança contra a parede provocando a quebra e machucados em seu braço, ao chegar do hospital é intragável a reação de Kevin de não, contar ao pai o que realmente aconteceu, e sim uma outra versão a qual inocenta a mãe. É possível perceber o desejo de atenção que Kevin possui desde o início do filme, todos os seus atos são voltados para que a sua mãe dedique atenção a ele, quando ele fica doente se torna uma criança carinhosa e carente, onde aceita com facilidade os tratamentos da mãe, que a mesma nunca tinha dado antes com tanta frequência e dedicação. Depois de estar curado é como se a rejeição dele pela Eva voltasse.

   Com o nascimento da irmã de Kevin, ele aparenta não gostar de ter uma nova criança na família, e por haver outra forma de tratamento com a menina, tanto durante e após a gravidez, já que Eva parecia mais satisfeita durante a gestação da nova criança. O pai era o único amigo de Kevin, mas ele parecia ignorar as empatias que existia entre e Eva e Kevin, apenas concordava com quaisquer atitudes do filho, e as considerava normais, presenteou o filho com um arco e flecha, sem questiona-se que aquele brinquedo aumentaria e estimularia os aspectos violentos que Kevin tinha. Uma outra situação que o pai ignora é quando chegam cadeados de bicicletas, quais Kevin não necessitava, Eva logo questionou o filho e ele deu a desculpa que iria vende-los, e o pai finalizou o assunto com um elogio.    

   Quando Kevin tornou-se um adolescente, era possível julga-lo um psicopata, pois era impossível não notar que tinha se tornado uma pessoa mais fria, irônica, que ama apenas a si próprio e um jovem tomado por um misto de desprezo e ódio por aqueles que o cercam. Eva leva o garoto para jogar mini golfe, quando ela faz um comentário sobre pessoas obesas, e Kevin diz que ela às vezes uma pessoa cruel e que foi com ela que ele aprendeu a ser assim. Ele deixava bem claro que já era tarde para que ela começasse a se preocupar com as relações e vida dele, não permitindo que ela soubesse qualquer informação sobre a sua vida pessoal.

   No fim do filme Kevin realiza um atentado na escola, matando algumas pessoas utilizando um arco e flecha, demonstrando o quanto sua obsessão por violência havia crescido, e não polpa pai e nem a irmã da morte, e ainda agradece a plateia que apenas ele via. Mesmo depois de preso Kevin não demonstrava tanto arrependimento, tentando de certa forma culpar a sua mãe Eva por suas atitudes insanas.
  
CONCLUSÃO

   Não se pode dizer com certeza que Kevin era psicopata, pois não houve nenhum exame ao decorrer do filme que provasse isso. Acredito que Kevin é a parte cruel da mãe só que de uma forma mais evoluída, e mais possessiva, já que os dois possuíam características violentas. A rejeição durante a gravidez fez com que Kevin tivesse a mesma rejeição por sua mãe Eva, a falta de paciência com a criança, fez com que Kevin, ficasse mais rude, mesmo com isso ele ainda desejava ter atenção, mas a mãe estava na maior parte do tempo trabalhando, admirou em uma das cenas o pôster dela em uma parede de livraria, o que ainda se podia notar certa afeição por ela. Em uma das cenas Kevin diz "Só porque você se acostuma com uma coisa não quer dizer que você goste. Você está acostumada comigo” Com isso já se pode perceber que Kevin acreditava que Eva não gostasse dele, e ela o responde com o silêncio, que deixando a dúvida se gosta ou não. Por Kevin ter sido tratado em grandes partes das situações com agressões físicas e psicológicas, fez com que pensasse que a violência era a maneira de ensinar, poia aprendeu a fazer a suas necessidades fisiológicas através da agressão. Para ele o aprendizado acontece através da dor. 

REFERENCIA

Filme Precisamos Falar Sobre o Kevin (We need to talk about Kevin), Dirigido por Lynne Ramsay. Distribuidor Paris Filmes,  2011.



Trabalho realizado no primeiro semestre de 2013, por Lorena Mesquita.

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